Combo - Ivone Gebara

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Sinopse

Estamos fadados/as a compreender nossa vida, nossa história, nossas crenças, nossa política. Compreender este mundo tão cheio de contradições, belezas e feiuras. Esta é a paixão que toca a humanidade e em especial alguns de nós. Compreender nosso mundo é compreender algo dos poderes que o governam quer sejam eles políticos, culturais e religiosos. Compreender é perceber a relação entre eles e delimitar seus terrenos de atuação e mostrar seus limites. Para Hannah Arendt e hoje para nós: isso levanta a séria questão da fonte da autoridade de nossos valores tradicionais, de nossas leis e costumes, de nossos critérios de julgamento, que por tantos séculos foram santificados pela religião.[1]

Na presente obra essas questões são discutidas e convidam-nos à aventura de compreender sempre de novo nosso mundo e a nós mesmos num esforço crítico que aponta para os outros e para nós mesmos como cidadãos responsáveis por esse planeta no qual nós nos incluímos de forma privilegiada.
[1] Arendt, Hannah. Compreender. Formação, exílio e totalitarismo. São Paulo, Companhia das Letras, 2008, p.392.

 


Quando uma sociedade, palavras e crenças desabam, é preciso fazer uma ‘desinvenção’ do antigo mundo de certezas e tentar um enlace, um casamento entre a poesia e a razão. É isso que eu gostaria de inventar nesse ensaio antropológico com rasgos poéticos, como se estivesse alimentando propositadamente a minha tentação de preencher a razão com poesia, conferindo certa racionalidade ao indizível que a habita. Ambas expressam nossa vida, nossas vivências, dúvidas, amores e ódios, desejos de amor. Gostaria de amalgamar a poesia e a razão para ver se algo novo acontece, para ver se a ferrugem sai dos velhos conceitos e se torna um tema poético antiferruginoso. Queria que a velha panela do pensamento filosófico tivesse outro brilho, pudesse se tornar exclamação de agradável espanto, riso e brincadeira de incertezas. Gostaria de sair do sério da filosofia para brincar com ela e com seus taciturnos representantes. Intuo a dificuldade em mim mesma, por isso queria tentar como método de trabalho sentir e pensar o mundo ao mesmo tempo, como quando se sente uma dor e se busca explicá-la por pequenas imagens, assim como se busca o remédio para acalmá-la. Sentir a dor, o prazer e depois pensar sobre eles para entender algo desse sentimento, eis o desafio que meu filosofar quer tentar. 
Ivone Gebara

 


Estamos em tempos de luta pela inclusão das/os excluídos.  A teologia não pode ficar alheia a esse extraordinário processo histórico. Este livro é apenas uma tentativa de abrir-nos, homens e mulheres, para a necessária ressignificação de nossa herança cristã, para compreender o que cremos desde nossos corpos e nossas buscas. Através dessa publicação, abre-se um pequeno espaço para a voz das mulheres, para a valorização de sua história, poesia e pensamento, incluindo nela, como num coro interdependente, as vozes masculinas e as múltiplas vozes do universo.

 

 


Ivone escreve com as entranhas. Não faz concessão a conceitos frios, somente àqueles que esquentam o colo da vida, os 'colados' à vida. Que venham os conceitos: Deus, religião...o que essa rede simbólica fala-revela-esconde de nós mesmos? São divertissement do eu superficial ou suspiros do eu profundo? Você faz uma teologia de baixo. Do logos que brota da carne, mais do que o logos que se faz carne. Uma teologia da precariedade, da finitude, das rachaduras. A sua noção de religião como 'filha' das finitudes é isso. É uma religião humana. Criadora, e ao mesmo tempo, criada por esse fundo imaginário que dá sustentação ao fio de algodão doce que é a nossa vida. Você vai cavando e cavando o terreno das nossas finitudes e dali vai nascendo a sua filosofia da religião. O adjetivo 'feministas' das 'entranhas de Teresa' é uma espécie de alerta epistemológico que dispara quando o pensamento metafísico - tão naturalizado em nossos corpos - quer entrar na roda de conversas à beira do fogão de lenha da Ivone. Eu 'ouso dizer' - expressão que Ivone repetiu em vários momentos do texto - que até o sequestro que a teologia mística fez da vida de Teresa muitas vezes não foi suficiente para tirá-la da prisão da metafísica teológica patriarcal. Penso que é preciso sequestrar Teresa também de uma certa teologia mística, que a faz tão comportada aos olhos da igreja (...). Assim fui devorando antropofagicamente esse corpo de Cristo que é o corpo da Teresa no frágil corpo da Ivone.
Obrigado, amiga Ivone, por esse seu corpo eucarístico que tanto tem alimentado a nossa caminhada.

Edson Fernando de Almeida
Professor do departamento de ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora e pastor emérito da Igreja Cristã de Ipanema

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