Combo de Política/ Teologia Pública

0 Opiniões

Não disponível

Enviar
Avise-me quando estiver disponível
Sinopse

Com a segunda edição deste livro, revista e atualizada, seu autor, o professor do Seminário Teológico de  Princeton, Dr. Raimundo César Barreto Jr. oferece à comunidade evangélica do país uma promissora proposta de retomada do, até certo ponto abandonado, diálogo entre as famílias confessionais evangélicas entre nós, abrindo pistas para a construção de um processo de comunhão e colaboração tendo em vista a incidência sociocultural da grande tradição protestante por meio de uma ética social capaz de alimentar-se das várias experiências acumuladas pelas diferentes tradições aqui representadas.

Apresentação de Zwinglio Mota Dias

 


Algumas pessoas hão de observar que corrupção é um tema que nada tem a ver com Deus, é assunto de Economia, de organização da Sociedade, de Política e de costumes de um povo, a depender de sua Cultura. Hão de destacar que Deus está em outro patamar, superior, o plano elevado da Religião. Ora, ao reler a Bíblia com atenção, em comunidade e com a ajuda de gente que se capacita para estudá-la a fundo, as pessoas vão tendo a grata surpresa de descobrir que Deus está mais perto do que imaginávamos. Começam a perceber que Sua transcendência ou elevação acima de tudo é, na verdade, para garantir que está presente em todas as coisas e situações de vida.

Quando Moisés teve o impulso de identificar Deus, como se fosse uma pessoa separada ou um objeto, recebeu resposta desconcertante: “Eu Sou Aquele que Sou”, o mesmo que dizer “Eu sou o Sendo”, quer dizer, “Eu sou O que vai se manifestando”, “Sou o que está aí” (cf. Ex 3).

– Sebastião Armando Gameleira Soares

Interessante perceber que Amós se coloca em oposição também àquela religião institucionalizada, oficial, sacerdotal, a serviço do poder estatal. Na ótica do profeta, o culto não estava a serviço de Deus, mas dos poderosos (Am 7,12-13). Até mesmo as festas religiosas eram usadas para explorar o pobre. Os momentos que deveriam ser de adoração a Deus foram transformados em oportunidade para a coleta de tributo através das oferendas que os camponeses traziam ao templo. Os comerciantes, denuncia Amós, maquinavam formas de ganhar lucro “diminuindo medidas, aumentando pesos e viciando balanças” (Am 8,4-6). Isto significava uma total perversão do culto, já que as festas estavam ligadas à libertação do povo.

Politicamente, o profeta campesino estava, de forma clara, se colocando na oposição daquele sistema político-religioso corrupto. A tomada de posição de Amós fica nítida quando lemos o profeta Jonas5 falando do reinado de Jeroboão II em 2Rs14,25.

– Eunaide Monteiro e Liniker Xavier

 


Walter Benjamin, filósofo alemão cuja obra impacta o pensamento crítico até os nossos dias, impressiona pela proposta teórica e pela diversidade de recepções. Neste livro temos como o condutor três pressupostos: primeiro, o tema da crítica do capitalismo como religião perece-nos um eixo que atravessa os escritos de Benjamin. Segundo, a melhor maneira de compreender a complexidade teórica do autor é seguindo o método proposto na sua também célebre Tese I, de “Sobre o Conceito de História”, na qual a gura do anão mestre de xadrez e o autômato que vencem as partidas expressa a necessária relação entre teologia e materialismo histórico para a vitória das vítimas que historicamente anseiam a vida. Terceiro, uma revisão crítica da autoimagem da modernidade como uma sociedade desencantada, arreligiosa e secularizada, no sentido de que o capitalismo, como uma expressão social de um sistema econômico moderno, estaria isento de mitos, da fascinação e da lógica sacrificial religiosa. Tais características provocam uma série de reflexões que não estão esgotadas, e, pelo contrário, convocam outras. Esse é o propósito deste livro: provocar novas leituras de um quadro teórico que sirva para as lutas comprometidas com as vítimas da história, os vencidos por sistemas sociais injustos e opressivos, em sua busca por humanização.

Jung Mo Sung e Allan da Silva Coelho

 


Religião Acima De Tudo - Morte Acima De Todos

Este livro é a reunião de textos delirantes e alucinados publicados durante o dolorido e devastador ano de 2021 e que ainda continua. Um tempo de tanta loucura, medo, desgraça, destruição e desespero. Um tempo onde o presidente do país vive de sinais de morte, do cheiro da morte, das notícias de morte. Esse poder mortífero fez de seu governo um brado e um braço da morte. E usa a religião como púlpito de propagação e execução dessa necrofilia. Por isso, era preciso responder à morte. Era preciso responder e dizer não. Esse Deus da morte não é o Deus do Cristianismo que ele, seu gabinete e seus pastores infernais anunciam e vivem. Há sim um Deus diferente, um Deus que carrega as boas notícias da vida em plenitude e de tantas diversidades. O lema "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos" também precisava ganhar uma interpretação mais verdadeira. Para tanto, é preciso dizer que o lema desse governo é na verdade: Religião Acima De Tudo, Morte Acima De Todos. Assim como essa presidência sempre carregou um forte tom teológico em suas ações governamentais, era preciso oferecer alternativas teológicas para responder a esse tempo de morte. E tentar sobreviver. Por isso esse livro. Rubem Alves na oração do Pai Nosso pedia a Deus: "E nos livre daqueles que carregam a morte dentro dos seus olhos." Esse livro quer falar de um Deus que carrega promessas de vida, de generosidade e de compaixão em seus olhos.


 

Quem é o sagrado com quem você se relaciona? Como falamos com o nosso sagrado? O que tem impedido a nossa conexão com ele? Quem são as pessoas para as quais as instituições dizem coisas como “você não pode ter acesso à Deus” ou “para acessar Deus, você precisa cumprir tais ritos, andar de tal maneira, caso contrário, Ele não te aceita”? Será que, às vezes, não somos essas pessoas que tentam impedir outros irmãos e irmãs de se conectarem com o divino, como uma espécie de guardas do céu ou secretários de Deus?
VINÍCIUS LIMA


Ao amplificar a oração do homo sacer, Vinícius está revertendo os muitos processos políticos de morte que querem fazer a cidade acreditar que não há mais potência de vida naquele corpo. Não apenas há muita vida no corpo como ele ainda é capaz de encontrar com o próprio Deus.
FELLIPE DOS ANJOS

 

Avaliações

Deixe seu comentário e sua avaliação







- Máximo de 512 caracteres.

Clique para Avaliar


  • Avaliação:
Enviar
Faça seu login e comente.
Sobre o autor

Produtos visitados