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Combo Teologia Negra + O Surgimento das afro-pastorais

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Sinopse

 James Hal Cone foi um dos mais importantes teólogos dos Estados Unidos. Considerado o pai da teologia negra, ficou conhecido, principalmente, por defender a existência de uma teologia que deveria ser usada para libertação da população negra.

O teólogo nasceu em 1938 no estado de Arkansas, no sul do Estados Unidos. Cresceu, viveu e sentiu na pele a segregação e desigualdade racial da cidade de Bearden, onde frequentou com a sua família a Igreja Episcopal Metodista Africana da Macedônia. E essa experiência é elementar para o desenvolvimento de sua obra, que está alicerçada na luta por emancipação das populações negras nos Estados Unidos.

Bacharel em Teologia, Mestre e Doutor em Filosofia, James Cone foi o primeiro professor negro na Union Theological Seminary, em Nova York. Um espaço amplamente conhecido por ser progressista, mas que não contava com uma participação significativa de pessoas negras. 

Com um legado inquestionável, o pensamento de James Cone ainda está emaranhado nas atuais lutas de libertação de pessoas negras, indígenas e de outros grupos racializados no contexto ocidental. Amplamente citado por intelectuais como bell hooks, Paulo Freire e Cornel West, James Cone é uma referência incontornável para a luta antirracista.

Após anos esgotados, Teologia Negra e Deus dos Oprimidos são lançados no Brasil em novas edições com um box exclusivo. O projeto gráfico do Box James Cone e das capas dos livros é assinado pelo artista Breno Loeser e, ao fazer releituras de cenas bíblicas, nos traz personagens fora do padrão branco ocidental. Além do belo projeto gráfico, os livros contam com prefácios e apresentações especiais. 

Teologia Negra é prefaciado pelo teólogo e intelectual Ronilso Pacheco e possui apresentação do Pastor metodista Rás Guimarães. Deus dos Oprimidos possui prefácio do filósofo e um dos principais intelectuais atuais do Brasil Silvio de Almeida e apresentação do Pastor Henrique Vieira.

Lançados originalmente em 1970  e 1975, nos Estados Unidos, os livros foram escritos no espírito da luta dos direitos civis nos Estados Unidos e abordam temas como o racismo, a luta antirracista, a desigualdade social e as questões de gênero, sob uma perspectiva que permanece atual até hoje. Não perca a oportunidade de revisitar esta grande obra.

 

 


Grande desafio do estudo é analisar a questão racial sem que o negro seja emparedado no lugar de objeto, deslocamento este que é pauta de primeira linha na geração do autor e que encontra lastro na longa tradição crítica dos intelectuais negros brasileiros, a exemplo de Edison Carneiro, Guerreiro Ramos, Eduardo de Oliveira e Oliveira e Lélia Gonzalez, dentre outros. (...)Na verdade, o livro parece mais com um artefato construído a partir de um quebra-cabeças de peças miúdas, em que o autor ao juntar pequenas partes, revela reflexos entrecortados dos negativos gerados por imagens fixas de Rafael Braga em discursos públicos e em documentos produzidos pelo sistema judiciário. Flavia Rios


Enquanto ativista presente e participativo da Campanha Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira, entre os anos de 2013 e 2016 mais ativamente, eu mesmo confronto-me com a obra em mãos, de quem descreveu o que para mim era desconforto e inconveniente. A construção de um Rafael Braga símbolo da luta contra o encarceramento de uma juventude negra ou contra a seletividade penal serviu tanto ao Rafael quanto ao nosso próprio desejo (movimento social, coletivos, partidos, organizações) de ter um símbolo? Ronilso Pacheco

 


A força deste livro está naquilo que ele traz de mais surpreendente e significativo para a teologia brasileira: teólogos negros, teólogas negras, se uniram em um projeto comunitário para produzir teologia. Isto não é um fato que deva passar despercebido, como se tratasse apenas de um livro, não é.
Aqui celebramos. Esta obra tem um sopro profético, através daquilo que o seu subtítulo nos diz: os deslocamentos da teologia a partir das experiências negras. O que o leitor tem em mãos é uma obra que aponta a necessidade do (permanente) deslocamento da teologia, a meu ver, tão necessário para que ela continue a dizer alguma coisa para o mundo real das pessoas reais. A teologia precisa se deslocar a partir da experiência negra, indígena, LGBTQI+, das mulheres, dos clamores da terra.
A teologia deve sair da estagnação que, por séculos, a tornou quase incomunicável com as dores do mundo. Mas temos um livro que vem no fluxo do movimento do Espírito, que anima fé em um deslocamento que já começou, e não cessará.

Ronilso Pacheco
Teólogo, Pastor e Ativista em Direitos Humanos.

 


Qual a influência da guerra civil estado-unidense na construção do imaginário cristão norte-americano? Como essa concepção influencia na implantação da denominação Batista no Brasil?  Seria a evangelização uma nova forma de colonização? Por que as populações negras

brasileiras são invisibilizadas, ao ponto de que somente se transformado em “alvo mais que a neve”, são merecedoras da salvação em Cristo?

Kleber Lucas, neste livro, levanta tais perguntas e tantas outras a partir dos hinos do Cantor Cristão. Em uma análise minuciosa, ele, um dos principais cantores da música gospel brasileira, agora um pesquisador e escritor, mestre e doutorando em História comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos provoca, questiona e desperta outras questões de racialidades implícitas e até bem explícitas, mas que por vezes passamos por cima para não questionar o status quo.

A igreja cristã, seja ela qual for, não pode deixar que o racismo esteja no centro das relações humanas dentro das comunidades.

Sinta-se desafiado por esta obra. Boa leitura. Se é que posso dizer isso!

Iago Gonçalves (Diretor Geral na Editora Recriar)

 


"O presente livro aborda, com propriedade e de forma bem documentada, a história das prisões e seu impacto no contexto brasileiro, bem como suas conotações religiosas e teológicas. O Brasil tem a terceira maior população carcerária no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Estão nas prisões principalmente homens jovens, negros e pobres, refletindo uma situação de ampla marginalização e criminalização destas populações. Na população em geral é difundido uma noção de justiça retributiva: o "justo" castigo para uma transgressão. Já o argumento aqui desenvolvido a partir da teologia cristã promove, de forma pertinente e convincente, uma justiça transformadora e restauradora."
Rudolf von Sinner Professor de Teologia Sistemática na PUCPR


Gente que ama e que se compadece: este escrito é para vocês.Ele nasce do chão da vida que temos caminhado e da história que temos costurado. A vida de pessoas como nós, que pegamos trem e ficamos em pé em quase todos os horários, que ficamos travados na porta do banco algumas (muitas) vezes, que fomos e somos rejeitados emocionalmente, que tivemos dificuldades de enxergar Deus em nós. Carregamos inúmeras histórias racistas em nossa pele, mas não queremos resumir nossa espiritualidade por histórias de dor. Queremos ir além do que a sociedade nos impõe, pois somos pessoas dignas de Cristo. Que este livro ajudea extirpar o racismo das nossas comunidades de fé, a partir da fé cristã exercida numa prática pastoral antirracista.Que nossas vozes endossem outras vozes, no poder do Espírito que gera comunhão, libertação, cura e evangelização. Que nossos corpos sejam libertos do racismo e isso afete diretamente o trabalho da igreja brasileira. Que sejamos, todas e todos, pastoras e pastores do nosso povo, no nosso tempo, enquanto houver tempo. O longe está perto, é tudo para ontem. Agora, vamos!

Ficha Técnica
Código523
CategoriaANIVERSÁRIO RECRIAR
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